terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Comentários à lição 04 (04109)

A Páscoa é a redenção e livramento feito por Deus
Por Reuel Vieira
Professor da Classe Unidos em Cristo

“...tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas...”
Hebreus 10.1

Existem pelo menos duas formas de encarar os fatos que compõem a História: uma é a que os diz “por acaso”, sendo esta a mais comum; outra é aquela dotada de percepção para discerni-los à medida que são comparados entre si, e que vislumbra a Divina Providência.

Ovos de chocolate, coelhinhos, lírios... Para muitos são estas as associações feitas quando falamos em Páscoa - o que é um grande equívoco!

A Páscoa tem sua origem fixada em cerca de 1445 a.C., quando o povo hebreu (posteriormente chamado “judeus”) passou a comemorar a milagrosa libertação da escravidão no antigo Egito, que os afligiu por cerca de quatrocentos anos.
Ao chamar Abraão (ainda Abrão) e lhe prometer um filho, Deus havia dito também que sua descendência seria peregrina, que seriam servos, seriam afligidos por quatrocentos anos numa terra que não era sua (Gn 15.13). Algum tempo depois nasceu o filho da promessa a Abrão, Isaque, que por sua vez gerou a Jacó, que gerou a José. Este, que foi vendido por seus irmãos aos ismaelitas e posteriormente levado ao Egito, gozou de grande favor do Senhor ao ser elevado da condição de escravo à de governador. Porém, após a morte de José, os filhos de Israel frutificaram no Egito, aumentando muito, e tornaram-se muito fortes. Quando foi levantado um novo rei no Egito, o qual não conheceu a José, a multiplicação dos filhos de Israel e seu conseqüente poder foram por ele considerados perigosos aos egípcios, pois temia uma possível oposição de Israel e por isso usou de crueldade para com os israelitas, oprimindo-os e até ordenando o infanticídio dos recém-nascidos meninos hebreus (Ex. 1.15,16), visando minar a força de Israel.

Neste contexto, os filhos de Israel tornaram-se escravos no Egito, o que perdurou pelo tempo determinado por Deus, ou seja, cerca de quatrocentos anos.
Depois de haver Deus decidido libertar seu povo da escravidão, elegeu a Moisés como Seu porta-voz a fim de informar a Faraó que o tempo de aflição do povo hebreu havia chegado a termo. (Ex 3.10,18; 4.22,23)
Deus tendo falado por intermédio de Moisés a Faraó, este se recusou a acatar Suas ordens mesmo depois de serem os egípcios assolados pelas nove pragas (i águas tornadas em sangue, ii rãs, iii piolhos, iv moscas, v peste nos animais, vi úlceras, vii saraiva, viii gafanhotos, e ix trevas).

Foi então que o SENHOR institui a Páscoa (Ex 12.1-13).
Consistia a primeira Páscoa em um sacrifício eficaz – diferente dos demais sacrifícios que teriam caráter comemorativo -, devido a seu caráter metodológico, pelo qual os israelitas iriam conseguir sua libertação da escravidão sem sofrer a morte, onde cada família teria de tomar um cordeiro macho de um ano de idade e sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia catorze do mês Abibe (ou Nissan). As famílias menores poderiam repartir um único cordeiro. Uma parte do sangue do cordeiro imolado (o qual serviria de alimento à família, juntamente com pães asmos e ervas amargosas – Ex 12.8) deveria ser aspergida nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa, pois após o destruidor passar por aquela terra, o sangue aspergido o motivaria a poupar aquela casa da morte do primogênito, advindo daí o nome Páscoa, que originou-se da palavra hebraica Pessach, na qual um dentre seus significados é poupar.
Deus, pessoalmente ou por meio de símbolos, sempre quis relacionar-se com os seus, embora tenhamos dificuldades de perceber e identificar seus propósitos.

Analisando os fatos que deram início à Páscoa, percebemos grandes semelhanças entre esta e o concerto estabelecido pelo SENHOR na Nova Aliança firmada pela morte de Cristo. Vejamos:

1. PEREGRINAÇÃO ASSITIDA POR DEUS
Os israelitas viviam em uma terra que não lhes pertencia e em decorrência disto passavam muitas aflições (Ex 1.13,14); fato semelhante à vida dos cristãos que vivem neste mundo e que aguardam a Volta de Cristo (Jo 16.33).

2. FÉ E OBEDIÊNCIA
Deus, por Sua onisciência, poderia ter criado inúmeros meios para trazer de volta a Si Seu povo, no entanto Ele escolheu requerer participação de seu povo quando estabeleceu o livramento da morte por meio da fé e da obediência. No tempo antigo, para que os primogênitos fossem poupados, os filhos de Deus deveriam crer e aspergir o sangue do cordeiro e o sangue os livraria da morte. Hoje, a Salvação nos é oferecida através do sangue de um outro cordeiro imaculado, Jesus Cristo.

3. DERRAMAMENTO DE SANGUE
Desde o início Deus demonstrou a necessidade de derramamento de sangue para livramento da morte. No caso dos israelitas, eles tiveram de usar o sangue do cordeiro nas ombreiras de suas portas para que o Anjo do Senhor não matasse seus primogênitos. A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Para que estejamos livres da morte eterna em decorrência do pecado, Jesus precisou derramar Seu sangue por nós, selando-nos com ele para a vida eterna: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1.29)

Em suma, a Páscoa é um grande símbolo do amor redentor do nosso Deus, amor que nos é demonstrado desde a Criação. Atualmente temos inúmeras manifestações e iniciativas da parte de Deus a fim de que possamos perceber e inclusive valorizarmos seu Amor, por exemplo, através de sua Palavra, a Bíblia, Ele está nos dizendo constantemente: "Aproximem-se! Eu sou seu Deus, os amo e tenho o melhor para vocês!"

Que possamos conhecer ao Senhor e que prossigamos em conhecê-Lo!

“Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.”
João 15.9

4 comentários:

Adriana disse...

Paz do Senhor, irmao Reuel Vieira o irmao a pontou na licao 4 nove pragas mais o certo e 10 pragas verifique em Exado 11e 12 que fala das decima praga ADRIANA LUNA

EBD Itaquerão disse...

A Paz do Senhor, irmã Adriana!

Agradecemos sua participação em nosso blog!

Quanto ao comentário da lição 04, creio que a irmã não entendeu bem.
O que está escrito no comentário é que, antes de a Páscoa ser instituída, o Egito já havia sofrido com 9 pragas e Faraó ainda não havia obedecido à ordem de Deus de libertar Seu povo.

Após a ordenança da Páscoa, então, o Senhor enviou a 10ª e última praga sobre o Egito, que foi a morte dos primogênitos, da qual os israelitas não sofreram as conseqüências graças ao sangue do cordeiro nas vergas de suas portas.

Esperamos que a irmã tenha compreendido bem.

Mais uma vez, agradecemos sua participação e pedimos que continue conosco.

Deus abençoe!

Anônimo disse...

A paz do Senhor amados!
Encontrei o Blog quando estava pesquisando acerca do assunto da lição nº 2 e desde então tenho acompanhado suas atualizações.
Gostaria de parabenizá-los pelo excelente blog e pelos posts! Deus os abençoe.
Quênia - Goiânia Go

EBD Itaquerão disse...

Irmã Quênia,
A Paz do Senhor!

Gostaríamos de agradecer sua participação em nosso blog e pedimos que continue nos acompanhando!

Deus abençoe!