domingo, 8 de janeiro de 2012

Lição 1 - O nascimento de Jacó

“[Quem] faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos? Louvai ao Senhor”. Salmo 113.9


No primeiro trimestre deste ano estudaremos a vida de Jacó, um dos patriarcas mais conhecidos da Bíblia. Através das lições veremos como Deus cuida de seus filhos, mesmo quando não andam debaixo de sua vontade diretiva.

Ao ler a história de Jacó podemos perceber como Deus molda a personalidade e muda o caráter do ser humano. Jacó era judeu, de família rica e influente, mas precisou de um encontro pessoal com o Criador para conseguir executar aquilo para o que havia sido chamado.

Desde a nossa concepção Deus nos dá provas de que somos especiais e de que temos uma obra igualmente especial para realizar durante nossa vida na terra. O nascimento de Jacó, além de ser uma promessa foi um milagre, pois sua mãe, Rebeca, era estéril. Gênesis, no capítulo 25, a partir do versículo 19, nos mostra que Isaque orou 20 anos para que sua esposa engravidasse.

Quando Deus promete, cumpre; mesmo que, aos olhos humanos demore muito tempo. Embora Jacó tenha tentado “aproximar” o tempo de sua benção, tudo aconteceu da forma contrária ao que havia planejado. Teve que fugir e passar anos escondido por causa da ira que causou em Esaú. Entretanto os planos divinos não deixaram de acontecer.

Que você possa tirar grandes e boas lições da vida de Jacó. Tanto de sua época de enganador quanto em sua nova fase, como Israel. Bons estudos.




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sábado, 10 de dezembro de 2011

Lição 11 - Barnabé, um líder comprometido

"Não basta apenas conquistar almas para Cristo, devemos propiciar que se mantenham ligadas a Ele através de um trabalho de confirmação". (Revista Jovens e Adultos - dominical - Professor - Ed. Betel, nº 81, pág 63.Verdade Aplicada)


Ao estudarmos o livro de Atos, podemos ver que os apóstolos enfrentaram todo tipo de contrariedade, humana e espiritual, porém a alegria de servir a Deus e sua missão – plantar a palavra nos corações e formar as igrejas - lhes impeliam cada vez mais a fazer a obra do Pai.

Um líder não pode contar somente com sua vontade para fazer o trabalho, é necessário atributos indispensáveis como: humildade, coragem, amor, fidelidade e responsabilidade.

Barnabé foi um líder visionário, soube atribuir tarefas. Ele foi um apóstolo que deixou um legado para o Reino e serve como exemplo para nossos obreiros.

Quando Jesus falou “Ide por todo mundo e fazei discípulos” (Mateus 28.18), deixou uma ordenança aos seus discípulos e assim desejava veementemente o crescimento de sua igreja.

A força que movia os apóstolos em suas jornada é incompreensível ao ser humano, mas esse mover é o resultado do amor de Deus derramado em seus corações. Em Atos 14.22, temos: “Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, e mostrando que através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus”; logo, bem sabemos que em alguns momentos poderiam ficar desanimados, mas Deus por meio do seu Espírito lhes ajudava a permanecer firmes na fé.

Barnabé além de pregar a palavra de Deus e fundar igrejas, as organizava de modo que conseguiam manter-se firmes, pois havia obreiros capacitados e ativos.

A obra de Deus é feita por muitas pessoas, cada uma tem o seu valor e pode contribuir para a comunhão e o crescimento. Afinal igreja unida e ativa é uma igreja forte.



Vitalina de Souza é professora da classe Lírio dos Vales e diaconisa da AdBrás em Jd Helena.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lição 10 - Barnabé e Paulo recusam adoração

"E dizendo: Senhores, por que fazeis essas cosas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciando que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;" Atos 14.15




As pessoas precisam de coisas "palpáveis e "alívios imediatos", portanto buscam palavras de refrigério e a chamada confissão positiva. Se esquecem que através de uma palavra de repreensão podem ter cura e renovação.

Os moradores de Listra não entederam que o milagre havia vindo de Deus; Paulo era apenas um mensageiro, um agente que levava a Palavra do Senhor.
Paulo e Barnabé fizeram o certo quando não aceitaram a adoração direcionada a eles. E, apesar de certa dificuldade, impediram os sacrifícios que o povo havia preparado para exaltar os servos de Deus.

Mesmo em posição tão - aparentemente - favorável, Barnabé e Paulo não deixaram de sofrer pela pregação do Evangelho. Dias depois de serem exaltados pelo povo, foram apedrejados pelos mesmos que os chamaram de deuses.

Entretanto, o verdadeiro e único Deus os guardou e permitiu que, em um momento posterior, voltasserm àquela cidade, onde viram o crescimento da obra; graças ao poder transformador da verdadeira mensagem da Salvação, centrada em Cristo Jesus.



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sábado, 26 de novembro de 2011

Lição 9 - Barnabé e as pressões sofridas em Icônio

Tendo em vista os grandes desafios que os discípulos enfrentariam para propagarem o evangelho, o Senhor Jesus nos seus ensinamentos enfatizou que não seria uma missão fácil, Mateus. 10. 16-25.

Sendo assim, eles precisariam estar preparados para tais desafios seguindo a orientação do Mestre.

Quando estudamos sobre Paulo e Barnabé no campo missionário, vemos que realmente as dificuldades surgiram, mas eles estavam preparados como bons soldados de Cristo Jesus; sofreram, porém ganharam multidões de almas para o reino de Deus (Atos 14. 1; Salmos 126. 6).

Em Icônio, onde tiveram uma grande oposição dos judeus, é interessante destacarmos duas coisas importantes na mensagem dos apóstolos: 1º eles tinham uma mensagem convincente, seguindo assim o exemplo de Jesus (João 7. 46).

Em segundo lugar, era uma mensagem acompanhada de sinais e prodígios (Atos 14. 3), por isso vemos o êxito que os apóstolos tiveram ao ponto de levar uma multidão ao arrependimento e crerem no Senhor Jesus Cristo.

Assim também, devemos estar preparados para os desafios na obra de Deus, suportando as perseguições, enfrentando os opositores, não se esquecendo do ensinamento de Jesus em João 16. 33, sabendo que em nossos dias não são diferentes da época dos apóstolos Paulo e Barnabé, pois mesmo aqui no Brasil ainda existem lugares onde pregadores do Evangelho não são bem aceitos, e sofrem por isso.

Mas lembremos do que Jesus disse em Mateus 10. 22 e 25.

Que Deus nos dê Graça para perseverarmos até o fim e falarmos como o apostolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Timóteo 4. 7).



Josael Motta é superintendente da Escola Bíblica Dominical e presbítero na ADBrás em Jardim Helena

sábado, 19 de novembro de 2011

Lição 8 - Barnabé, um líder que ousou mudar de paradigma

Deus, em Cristo Jesus, nos revelou um novo concerto, ao cumprir a Sua promessa por ,eio da vinda de seu Filho. Era uma nova aliança. Precisava de uma mudança. Mudança de pensamento. Jesus veio para os judeus, estes estavam com incumbência de evangelizar, levar a Palavra a toda humanidade; mas os homens se apegaram às tradições e quando viam Barnabé e Paulo pregando se inflamavam contra eles. Por causa dos preconceitos judaicos, profundamente arraigados neles por formação de berço, chegavam agora a revoltar-se no íntimo. Estavam acometidos de inveja e do medo de perder a influência. Mas, a verdadeira Palavra não se perde, a Fé genuína em Cristo Jesus permanece, mesmo em meio às perseguições e sofrimento.

Muitas vezes um líder precisa mudar as regras para que a Palavra venha a ser pregada. O mundo se transforma, é preciso deixar as tradições de lado e nos ajustar àquilo que está à nossa frente. Porém, nunca mudar o caráter como homem de Deus.

Como diz um professor de teologia:

“Semeai um pensamento e colhereis um ato;

Semeai um ato e colhereis um hábito;

Semeais um hábito e colhereis um caráter;

Semeia um caráter e colhereis um destino;

Semeai um destino e colhereis... Deus”.

É necessário mudar, entretanto nunca abandonar os princípios elementares da Palavra de Deus.

Barnabé era o líder daquela missão, mas como um homem sábio e espiritual, soube o momento certo de parar e deixar que Paulo continuasse a missão. Não se sentiu ofendido nem diminuído com o então eloqüente e ousado pregador, porque em Barnabé havia um amor aperfeiçoado e um grande sentimento de unidade.

Toda mudança tem um custo, um preço. O de Barnabé e Paulo foi inveja, oposição e perseguição. Todo aquele que faz a vontade de Deus corre o risco de ser vítima.

Levar o evangelho a todas as nações era primazia dos judeus e eles se sentiam orgulhosos com essa “preferência”. Mas eles exigiam a circuncisão e a prática de outras tradições judaicas que para os gentios não eram necessárias. Eles não queriam ser judeus, queriam viver livremente. Paulo e Barnabé mudaram o foco, a maneira, mas nunca desistiram da missão de evangelizar a quem quer que fosse.

Cabe a nós, hoje, levar com ousadia nossa comunidade e Igreja a uma mudança em Jesus Cristo. Ele mesmo nos disse em sua Palavra que devemos colocar vinho novo em odres novos, para que não haja desperdício (Mateus 9.17).



Marili Salete Furlan Claro é professora da classe Rosa de Saron e diaconisa na ADBrás em Jardim Helena.

sábado, 12 de novembro de 2011

Lição 7 - As estratégias missionárias iniciais de Barnabé

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas". 2 Coríntios 10.4



Associamos o chamado missionário a longas viagens e lugares distantes de onde moramos. Sim, é uma obra bastante árdua e nobre; porém, tudo começa – ou deve começar – perto. Afinal, se estamos preparados para o “pouco”, sobre o “muito” seremos colocados.

Embora Paulo estivesse longe do seu povoado, Barnabé, não. Ao contrário, Chipre foi o primeiro lugar onde procuraram anunciar o Evangelho. Quando estamos cheios do Espírito Santo e deixamos que Ele aja por nós, ficamos ansiosos por anunciar a Salvação, principalmente àqueles com que temos ligações mais próximas, como familiares e amigos.

Um pouco antes da viagem a Chipre, a Bíblia fala sobre João Marcos (Atos 12.25); acredita-se que ele os auxiliava nos serviços eclesiásticos. É importante dividir tarefas e ensinar a outros aquilo que Deus já nos ensinou – diretamente ou através de alguém. O verdadeiro líder é aquele que consegue formar não apenas discípulos ou seguidores, mas substitutos. Não só para continuar o mesmo trabalho, mas, também, para evangelizar onde quer que exista uma alma sedenta pela Palavra de Deus.

Para os judeus do início do cristianismo, o lugar para aprender sobre as Escrituras era o templo. Portanto, nada melhor do que anunciar o Evangelho nas sinagogas. Para isso, os dois missionários se valeram de suas raízes (levítica, no caso de Barnabé) e condições (Paulo era doutor da lei e fariseu). Isso nos mostra que devemos utilizar todas as condições que temos para falar da Palavra; nossos conhecimentos seculares não devem oferecer resistência à nossa fé, mas somar forças para que a mensagem da Salvação chegue a todas as pessoas, sem restrições (Mateus 18.11).

Satanás nunca está contente com o avanço do Evangelho. Ele utiliza as mais diversas artimanhas para tentar frear a ação missionária em todos os cantos do mundo. Uma dessas armas é a junção de diversas práticas religiosas, de acordo com o que cada um aceita ou precisa. Onde quer que houver um missionário, sempre haverá alguém com poderes sociais, levado pelo Inimigo para tentar impedir a pregação da Palavra. Porém, quem está realmente firmado em Deus e é levado pelo Espírito Santo, saberá o momento e o lugar mais propícios para anunciar as Boas Novas; assim, Lúcifer será desmascarado e a verdade do Evangelho prevalecerá.

De tal modo, resta ao cristão, através de uma vida de oração e vigilância, ter discernimento espiritual e conhecimento da Palavra para estar sempre atento à voz do Espírito Santo, a fim de saber o que e quando evangelizar, tendo em vista sempre o crescimento e a valorização do Reino de Deus.



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sábado, 18 de setembro de 2010

Lição 12 - O cristão e o relacionamento conjugal

por Marili Salete Furlan Claro*



“PORTANTO DEIXARÁ O VARÃO O SEU PAI E A SUA MÃE , E APEGAR-SE-Á À SUA MULHER, E SERÃO AMBOS UMA SÓ CARNE”. Gênesis 2.24.

O casamento é uma instituição constituída por Deus, e deve ser monogâmico, heterossexual, uma união completa de duas pessoas. Jesus nos diz em Marcos 10.7-9, que o casamento deve ser permanente.

Casamentos não são perfeitos. Casamentos são felizes ou não. Depende de como estamos desfrutando dos benefícios de nosso casamento.

O casamento é perfeito quando estabelece o compromisso de um homem com uma mulher por toda a vida.

Quando duas pessoas se casam, há uma aliança. E nesta aliança podemos ver três partes:
- deixar pai e mãe, uma referência à cerimônia de casamento;
- unir-se, sugere compromisso de fidelidade, num permanente relacionamento de amor, que ai crescendo com o passar do tempo;
- tornar-se uma só carne, fala da mais profunda e exclusiva intimidade.

Para que um casamento dure até que a morte os separe, é necessário certas atitudes por parte de cada cônjuge.

Em primeiro lugar vem o amor. O amor que une duas pessoas. Um amor sem cobranças. Um amor de renúncias, de cumplicidade.
Em segundo lugar, a confiança, a fidelidade a verdade.
E em seguida, o respeito mútuo e a submissão por parte da esposa, considerando seu esposo como o cabeça da mulher. Efésios 5.22-33.

Em contra partida podemos encontrar grandes inimigos do casamento.
A infidelidade, que é abominável para Deus. Jesus, em Mateus 5.32, abre uma exceção para o divórcio, declarando que o adultério é motivo suficiente para acabar com um casamento.
A mentira, mesmo as menores, vem do diabo, além do que ela desemboca fatalmente na desconfiança.
O ciúme, quando levado ao exagero, acaba com qualquer relacionamento, destrói o amor. Não podemos confundir ciúmes com zelo. O ciúme representa falta de confiança profunda, não apenas no outro, mas em si próprio.
A amargura, aquelas mágoas guardadas, reclamações que não acabam nunca. Em Provérbios 21.19 diz: “É melhor morar numa terra seca e deserta do que numa boa casa com uma mulher briguenta e implicante”.
A falta de tempo que os casais devem dedicar um ao outro.
A perda do espírito romântico. No começo do namoro o maior romantismo, quando passa o tempo vem a frieza e a indiferença.
O excesso de independência ou dependência excessiva.
O hábito de discutir é como praga, como vício. Procurar sempre dialogar no momento certo, com o assunto certo.
A incapacidade de perdoar. Sem perdão relação nenhuma a dois sobrevive.

Muito há que se falar sobre relacionamento conjugal, que escreveríamos páginas e páginas. O mais importante é convidar Jesus para fazer parte do nosso casamento, não são na festa, mas também nas adversidades.

BONS ESTUDOS! DEUS OS ABENÇOE!



*Marili é professora da classe Rosa de Saron na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena e atua como diaconisa no corpo de obreiros da igreja. É casada, tem dois filhos e três netos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Lição 11 - O cristão e os diversos tipos de relacionamentos

por Gerson Tomé*



Somos a igreja de Jesus, e o que será que Jesus espera de nós?
Como deve ser o relacionamento da igreja com o mundo?
Na lição deste domingo estaremos focando este importante assunto.
Segue suplemento que poderá ser utilizado como material didático.


AS PRINCIPAIS MISSÕES DA IGREJA

1-Missão evangelizadora
Marcos 16.15
A igreja deve ser um hospital para doentes e não um museu para santos (Abigail Van Buren).

2-Missão integradora
Atos 2.38-42

3-Missão educadora
Mateus 28.19-20
Neste item podemos também destacar o discipulado que é um trabalho efetuado pelos membros da igreja.

4-Missão profética
I Pedro 2.9
A igreja é a voz de Deus para o mundo, pois é ela que proclama o reino de Deus a todas as gentes.

5- Missão ética da igreja
I Coríntios 10.32
Nosso comportamento deve ser um referencial de conduta para todas as instituições humanas existentes.

6- Missão social da igreja
Salmo 41.1
Como sabemos a fé sem obras é morta, mas fé e obra se complementam.
Ações como mutirão para doação de sangue, além da formação de Organizações Não Governamentais - as ONGs.

7- Missão auxiliadora (aconselhamento)
Colossences 3.16

8-Missão consoladora (visitação)
Tiago 1.27
Este trabalho requer pessoas bem preparadas, pois se trata de socorrer pessoas materialmente e espiritualmente, encorajamento, consola etc.
É uma missão de consolidar a fé em Cristo.

9-Missão conservadora
I Timóteo 4.16
A igreja é a única instituição que preserva a verdade de Deus, defendendo a sãs doutrinas combatendo as heresias diabólicas.

10- Missão dinâmica
I Tessalonissences 1.5
Quando a igreja é dinâmica os crentes são conduzidos a produzir muitos frutos através do seus diversos relacionamentos cotidiano.



*Gerson é professor da classe Ministério na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena e atua como presbítero no corpo de obreiros da igreja. É casado e pai de três filhos.

sábado, 4 de setembro de 2010

Lição 10 - O cristão e o relacionamento com a melhor idade

por Jair Pereira dos Santos*



“Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação”. Salmo 91.16

Ensinar a igreja a tratar os anciãos com honra, respeito e amor
“Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigo” Deuteronômio 34.7.
“Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era minha fora naquele dia, tal ainda agora para o combate tanto para sair a ele como para voltar”, disse Calebe em Josué 14.11.
Para experimentarmos a presença de Deus precisamos buscar a Ele e a sua vontade todo o tempo. “Bem aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração está os caminhos aplanados” Salmos 84.5.

Uma aliança incondicional
“E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gênensis 12.3. A aliança de Deus com Abraão foi incondicional, dependendo totalmente de Deus, o qual, em Graça, obrigou-se a si mesmo a cumpri-la.
O caráter incondicional da aliança com Abraão é visto, nas declarações de Deus feitas no futuro do indicativo (Gênesis 12.2-3), sem o correspondente ‘e você deve’ direcionado a Abraão. Esta aliança foi apresentada em linhas gerais em Gênesis 13.1-3 e foi confirmada mais tarde a Abraão em diversas ocasiões, cada vez mais rica em detalhes (Gênesis 13.14-17; 15.1-7, 18-21; 17.1-8).
A aliança com Abraão continha o que Deus já havia começado a fazer, o que fez e continuará fazendo. Todos os planos divinos para a humanidade partem desta aliança.
“Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra” Gênesis 15.7.

A velhice na perspectiva bíblica
Na perspectiva bíblica, a velhice é um período da vida tão importante quanto qualquer outro.
Mesmo no mundo absurdo que vivemos temos a alegria de sermos portadores da mensagem que pode mudar situações. A espiritualidade integral sabe que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8.31-35).
O salmista não faz apologias. Ele escreveu: “Um dia em teus átrios vale mais que mil noutro lugar. Prefiro estar à porta da caso do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”. (Salmo 84.10)

Proporciona sábios conselhos
A característica marcante de qualquer ancião são seus preciosos conselhos e lições de vida. É lamentável o desrespeito dispensado aos idosos na sociedade, até mesmo dentro da família ou por quem deveria cuidar deles.
O lar é o lugar onde nossa intimidade está nua. É, portanto, onde precisamos abraçar aos ângulos mais profundos da vida cristã genuína. O lar do cristão precisa falar de Jesus por si só; na verdade, é um privilégio termos a oportunidade de levar Jesus para casa.

Período de frutificação
A Bíblia ensina que a velhice é um período de frutificação (Salmo 92.14; Joel 2.28). Não pode ser encarado como pesadelo, medo, lamento e fúria, mas como uma época produtiva, com a bênção de Deus.
“E até a velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; Eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei e vos guardarei (livrarei)” Isaías 46.4.
“Não edificarão para que outros nelas habitem, nem plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até a velhice” Isaías 65.22.

O drama das enfermidades físicas
“Sendo o rei Davi já velho e entrado em dias, envolviam-no com roupas, porém não se aquecia. Então, lhe disseram os seus servos: Procure-se para o rei, nosso senhor, uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma nos seus braços para que o rei, nosso senhor, se aqueça” I Reis 1.1,2.

Ana, a profetiza avivada
Ana, a profetiza de quase 84 anos, na sua velhice dedicou-se constantemente ao Senhor no templo (Lucas .36-38).
Ana é modelo de vida para nós. Ao compor o seu cântico de louvor, ela incluiu a primeira menção ao Rei ungido (I Samuel 2.10), o que se referia ao Salvador definitivo que, na cruz, quebraria em pedaços o poder do diabo. Na verdade, seu filho Samuel, iria ungir Davi, a pessoas que deu início a linhagem real do Messias que viria.

A igreja e seu relacionamento com a melhor idade
Chegar à terceira idade não é um problema, mas uma dádiva de Deus. A igreja precisa estar preparada para atender aos anciãos que alcançaram essa gloriosa fase de vida.

Sua formosura (Deuteronômio 32.10)
“Achou-o numa terra deserta, num ermo solitário cheio de uivos. Rodeou-o, instruiu-o, guardou-o como a menina dos seus olhos. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e um diadema real na mão do teu Deus” Isaías 62.3.

Integrando o idoso no Corpo de Cristo
A impressão que os idosos têm é que, depois que se aposentam. não servem mais. A igreja não pode ter essa opinião, é preciso que os irmãos os façam sentir-se incluídos e integrantes no Corpo de Cristo.
“E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve”. Malaquias 3.17
“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apresentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” Atos 20.28.

Honrando a biografia
Não há nada melhor para um ancião do que ser honrado por sua biografia, fé, testemunho e confiança em Deus. (Levítico 9.32; I Pedro 5.5)
“Exaltem-no na congregação do povo, e glorifiquem-no na assembleia dos anciãos” Salmo 197. 32.
“Ó, Senhor, Tu é o meu Deus; exaltar-te-ei, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza” Isaías 25.1.

Amando sinceramente os anciãos (I Timóteo 5.1)
Precisam de ouvintes, pois vão chegando à velhice, vão se acabando os espectadores e as visitas. E, também, faço esta oração: “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo conhecimento. Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus” Filipenses 1.9-11.

Conclusão
Conforme vimos, a velhice é uma etapa importantíssima na vida, tanto quanto qualquer outra ou até pode ser considerada a mais importante por ser a última. Nas bodas de Cana, em João 2, Jesus realiza o seu primeiro milagre, que aponta para a graça que vem para dar sabor à vida. As talhas que foram usadas na transformação da água em vinho eram usadas nas cerimônias de purificação dos judeus. Eram elementos religiosos, presença religiosa vazia, sem conteúdo. Jesus vem e coloca sabor na água, Ele aponta para uma realidade maior: uma religiosidade sem conteúdo, sem sabor, sem alegria (vinho era símbolo de alegria), agora é visitada pelo Deus da dança, recebe o abraço da graça, abre as portas da comunhão aos que vivem a dor de uma vida vazia. A bíblia aponta a longevidade como uma recompensa a fidelidade de Deus.
Celebre ao Senhor neste período da festa ‘do vinho bom’, aproveitando seus dias com alegria e temor ao Senhor. Jesus viveu por seus discípulos na atualidade, como disse o apóstolo Paulo: “Tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando-o por Ele graças ao Pai” Colossenses 3.17.
Uma pergunta antiga ainda é muito atual e intrigante: “Quem é pior, a criança que tem medo do escuro ou o adulto idoso que tem medo da luz”? É quando compreendermos plenamente o mistério do Deus que vive conosco e a certeza de que nos braços do Pai sempre há acolhida, afeto e vida, Jesus chama de mais felizes da face da terra.



*Jair é frequentador assíduo da Escola Bíblica Dominical da ADBrás em Jardim Helena e atua como presbítero no corpo de obreiros. Tem quatro filhos e dez netos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lição 9 - Jesus, seu ministério e vida social

por Vitalina Souza*



A grande lição deixada por Jesus em seu ministério foi que Ele não veio para uma elite de religiosos. Jesus é o filho de Deus, esteve com pessoas ricas e pobres; Ele via o que cada um tinha em seu coração.
O relacionamento com seus discípulos era para formar neles um caráter diferente daquilo que eles conheciam como religião.
Andou entre pobres, curou cegos, salvou pecadores. Mas, diferente de outros líderes, abençoou a muitos. Esteve com pessoas importantes de sua época, mas seu relacionamento não o influenciou. Antes, estas pessoas foram, por Ele, influenciadas.
Perto da sua morte orou por seus discíúlos, demosntrando o seu amor e seu cuidado.
Em nossos relacionamentos não devemos invadir a vida do nosso irmão. Mas, andar junto, conversar ter boa amizade é um conselho do apóstolo Paulo.
Em Efésios 5.19-21, Ele aconselha que juntos tenhamos "salmos e hinos". Tudo isso faz parte do bom relacionamento.




*Vitalina é professora da classe Lírio dos Vales na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena. É diaconisa no corpo de obreiros da igreja.