sábado, 26 de novembro de 2011

Lição 9 - Barnabé e as pressões sofridas em Icônio

Tendo em vista os grandes desafios que os discípulos enfrentariam para propagarem o evangelho, o Senhor Jesus nos seus ensinamentos enfatizou que não seria uma missão fácil, Mateus. 10. 16-25.

Sendo assim, eles precisariam estar preparados para tais desafios seguindo a orientação do Mestre.

Quando estudamos sobre Paulo e Barnabé no campo missionário, vemos que realmente as dificuldades surgiram, mas eles estavam preparados como bons soldados de Cristo Jesus; sofreram, porém ganharam multidões de almas para o reino de Deus (Atos 14. 1; Salmos 126. 6).

Em Icônio, onde tiveram uma grande oposição dos judeus, é interessante destacarmos duas coisas importantes na mensagem dos apóstolos: 1º eles tinham uma mensagem convincente, seguindo assim o exemplo de Jesus (João 7. 46).

Em segundo lugar, era uma mensagem acompanhada de sinais e prodígios (Atos 14. 3), por isso vemos o êxito que os apóstolos tiveram ao ponto de levar uma multidão ao arrependimento e crerem no Senhor Jesus Cristo.

Assim também, devemos estar preparados para os desafios na obra de Deus, suportando as perseguições, enfrentando os opositores, não se esquecendo do ensinamento de Jesus em João 16. 33, sabendo que em nossos dias não são diferentes da época dos apóstolos Paulo e Barnabé, pois mesmo aqui no Brasil ainda existem lugares onde pregadores do Evangelho não são bem aceitos, e sofrem por isso.

Mas lembremos do que Jesus disse em Mateus 10. 22 e 25.

Que Deus nos dê Graça para perseverarmos até o fim e falarmos como o apostolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Timóteo 4. 7).



Josael Motta é superintendente da Escola Bíblica Dominical e presbítero na ADBrás em Jardim Helena

sábado, 19 de novembro de 2011

Lição 8 - Barnabé, um líder que ousou mudar de paradigma

Deus, em Cristo Jesus, nos revelou um novo concerto, ao cumprir a Sua promessa por ,eio da vinda de seu Filho. Era uma nova aliança. Precisava de uma mudança. Mudança de pensamento. Jesus veio para os judeus, estes estavam com incumbência de evangelizar, levar a Palavra a toda humanidade; mas os homens se apegaram às tradições e quando viam Barnabé e Paulo pregando se inflamavam contra eles. Por causa dos preconceitos judaicos, profundamente arraigados neles por formação de berço, chegavam agora a revoltar-se no íntimo. Estavam acometidos de inveja e do medo de perder a influência. Mas, a verdadeira Palavra não se perde, a Fé genuína em Cristo Jesus permanece, mesmo em meio às perseguições e sofrimento.

Muitas vezes um líder precisa mudar as regras para que a Palavra venha a ser pregada. O mundo se transforma, é preciso deixar as tradições de lado e nos ajustar àquilo que está à nossa frente. Porém, nunca mudar o caráter como homem de Deus.

Como diz um professor de teologia:

“Semeai um pensamento e colhereis um ato;

Semeai um ato e colhereis um hábito;

Semeais um hábito e colhereis um caráter;

Semeia um caráter e colhereis um destino;

Semeai um destino e colhereis... Deus”.

É necessário mudar, entretanto nunca abandonar os princípios elementares da Palavra de Deus.

Barnabé era o líder daquela missão, mas como um homem sábio e espiritual, soube o momento certo de parar e deixar que Paulo continuasse a missão. Não se sentiu ofendido nem diminuído com o então eloqüente e ousado pregador, porque em Barnabé havia um amor aperfeiçoado e um grande sentimento de unidade.

Toda mudança tem um custo, um preço. O de Barnabé e Paulo foi inveja, oposição e perseguição. Todo aquele que faz a vontade de Deus corre o risco de ser vítima.

Levar o evangelho a todas as nações era primazia dos judeus e eles se sentiam orgulhosos com essa “preferência”. Mas eles exigiam a circuncisão e a prática de outras tradições judaicas que para os gentios não eram necessárias. Eles não queriam ser judeus, queriam viver livremente. Paulo e Barnabé mudaram o foco, a maneira, mas nunca desistiram da missão de evangelizar a quem quer que fosse.

Cabe a nós, hoje, levar com ousadia nossa comunidade e Igreja a uma mudança em Jesus Cristo. Ele mesmo nos disse em sua Palavra que devemos colocar vinho novo em odres novos, para que não haja desperdício (Mateus 9.17).



Marili Salete Furlan Claro é professora da classe Rosa de Saron e diaconisa na ADBrás em Jardim Helena.

sábado, 12 de novembro de 2011

Lição 7 - As estratégias missionárias iniciais de Barnabé

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas". 2 Coríntios 10.4



Associamos o chamado missionário a longas viagens e lugares distantes de onde moramos. Sim, é uma obra bastante árdua e nobre; porém, tudo começa – ou deve começar – perto. Afinal, se estamos preparados para o “pouco”, sobre o “muito” seremos colocados.

Embora Paulo estivesse longe do seu povoado, Barnabé, não. Ao contrário, Chipre foi o primeiro lugar onde procuraram anunciar o Evangelho. Quando estamos cheios do Espírito Santo e deixamos que Ele aja por nós, ficamos ansiosos por anunciar a Salvação, principalmente àqueles com que temos ligações mais próximas, como familiares e amigos.

Um pouco antes da viagem a Chipre, a Bíblia fala sobre João Marcos (Atos 12.25); acredita-se que ele os auxiliava nos serviços eclesiásticos. É importante dividir tarefas e ensinar a outros aquilo que Deus já nos ensinou – diretamente ou através de alguém. O verdadeiro líder é aquele que consegue formar não apenas discípulos ou seguidores, mas substitutos. Não só para continuar o mesmo trabalho, mas, também, para evangelizar onde quer que exista uma alma sedenta pela Palavra de Deus.

Para os judeus do início do cristianismo, o lugar para aprender sobre as Escrituras era o templo. Portanto, nada melhor do que anunciar o Evangelho nas sinagogas. Para isso, os dois missionários se valeram de suas raízes (levítica, no caso de Barnabé) e condições (Paulo era doutor da lei e fariseu). Isso nos mostra que devemos utilizar todas as condições que temos para falar da Palavra; nossos conhecimentos seculares não devem oferecer resistência à nossa fé, mas somar forças para que a mensagem da Salvação chegue a todas as pessoas, sem restrições (Mateus 18.11).

Satanás nunca está contente com o avanço do Evangelho. Ele utiliza as mais diversas artimanhas para tentar frear a ação missionária em todos os cantos do mundo. Uma dessas armas é a junção de diversas práticas religiosas, de acordo com o que cada um aceita ou precisa. Onde quer que houver um missionário, sempre haverá alguém com poderes sociais, levado pelo Inimigo para tentar impedir a pregação da Palavra. Porém, quem está realmente firmado em Deus e é levado pelo Espírito Santo, saberá o momento e o lugar mais propícios para anunciar as Boas Novas; assim, Lúcifer será desmascarado e a verdade do Evangelho prevalecerá.

De tal modo, resta ao cristão, através de uma vida de oração e vigilância, ter discernimento espiritual e conhecimento da Palavra para estar sempre atento à voz do Espírito Santo, a fim de saber o que e quando evangelizar, tendo em vista sempre o crescimento e a valorização do Reino de Deus.



do blog

sábado, 18 de setembro de 2010

Lição 12 - O cristão e o relacionamento conjugal

por Marili Salete Furlan Claro*



“PORTANTO DEIXARÁ O VARÃO O SEU PAI E A SUA MÃE , E APEGAR-SE-Á À SUA MULHER, E SERÃO AMBOS UMA SÓ CARNE”. Gênesis 2.24.

O casamento é uma instituição constituída por Deus, e deve ser monogâmico, heterossexual, uma união completa de duas pessoas. Jesus nos diz em Marcos 10.7-9, que o casamento deve ser permanente.

Casamentos não são perfeitos. Casamentos são felizes ou não. Depende de como estamos desfrutando dos benefícios de nosso casamento.

O casamento é perfeito quando estabelece o compromisso de um homem com uma mulher por toda a vida.

Quando duas pessoas se casam, há uma aliança. E nesta aliança podemos ver três partes:
- deixar pai e mãe, uma referência à cerimônia de casamento;
- unir-se, sugere compromisso de fidelidade, num permanente relacionamento de amor, que ai crescendo com o passar do tempo;
- tornar-se uma só carne, fala da mais profunda e exclusiva intimidade.

Para que um casamento dure até que a morte os separe, é necessário certas atitudes por parte de cada cônjuge.

Em primeiro lugar vem o amor. O amor que une duas pessoas. Um amor sem cobranças. Um amor de renúncias, de cumplicidade.
Em segundo lugar, a confiança, a fidelidade a verdade.
E em seguida, o respeito mútuo e a submissão por parte da esposa, considerando seu esposo como o cabeça da mulher. Efésios 5.22-33.

Em contra partida podemos encontrar grandes inimigos do casamento.
A infidelidade, que é abominável para Deus. Jesus, em Mateus 5.32, abre uma exceção para o divórcio, declarando que o adultério é motivo suficiente para acabar com um casamento.
A mentira, mesmo as menores, vem do diabo, além do que ela desemboca fatalmente na desconfiança.
O ciúme, quando levado ao exagero, acaba com qualquer relacionamento, destrói o amor. Não podemos confundir ciúmes com zelo. O ciúme representa falta de confiança profunda, não apenas no outro, mas em si próprio.
A amargura, aquelas mágoas guardadas, reclamações que não acabam nunca. Em Provérbios 21.19 diz: “É melhor morar numa terra seca e deserta do que numa boa casa com uma mulher briguenta e implicante”.
A falta de tempo que os casais devem dedicar um ao outro.
A perda do espírito romântico. No começo do namoro o maior romantismo, quando passa o tempo vem a frieza e a indiferença.
O excesso de independência ou dependência excessiva.
O hábito de discutir é como praga, como vício. Procurar sempre dialogar no momento certo, com o assunto certo.
A incapacidade de perdoar. Sem perdão relação nenhuma a dois sobrevive.

Muito há que se falar sobre relacionamento conjugal, que escreveríamos páginas e páginas. O mais importante é convidar Jesus para fazer parte do nosso casamento, não são na festa, mas também nas adversidades.

BONS ESTUDOS! DEUS OS ABENÇOE!



*Marili é professora da classe Rosa de Saron na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena e atua como diaconisa no corpo de obreiros da igreja. É casada, tem dois filhos e três netos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Lição 11 - O cristão e os diversos tipos de relacionamentos

por Gerson Tomé*



Somos a igreja de Jesus, e o que será que Jesus espera de nós?
Como deve ser o relacionamento da igreja com o mundo?
Na lição deste domingo estaremos focando este importante assunto.
Segue suplemento que poderá ser utilizado como material didático.


AS PRINCIPAIS MISSÕES DA IGREJA

1-Missão evangelizadora
Marcos 16.15
A igreja deve ser um hospital para doentes e não um museu para santos (Abigail Van Buren).

2-Missão integradora
Atos 2.38-42

3-Missão educadora
Mateus 28.19-20
Neste item podemos também destacar o discipulado que é um trabalho efetuado pelos membros da igreja.

4-Missão profética
I Pedro 2.9
A igreja é a voz de Deus para o mundo, pois é ela que proclama o reino de Deus a todas as gentes.

5- Missão ética da igreja
I Coríntios 10.32
Nosso comportamento deve ser um referencial de conduta para todas as instituições humanas existentes.

6- Missão social da igreja
Salmo 41.1
Como sabemos a fé sem obras é morta, mas fé e obra se complementam.
Ações como mutirão para doação de sangue, além da formação de Organizações Não Governamentais - as ONGs.

7- Missão auxiliadora (aconselhamento)
Colossences 3.16

8-Missão consoladora (visitação)
Tiago 1.27
Este trabalho requer pessoas bem preparadas, pois se trata de socorrer pessoas materialmente e espiritualmente, encorajamento, consola etc.
É uma missão de consolidar a fé em Cristo.

9-Missão conservadora
I Timóteo 4.16
A igreja é a única instituição que preserva a verdade de Deus, defendendo a sãs doutrinas combatendo as heresias diabólicas.

10- Missão dinâmica
I Tessalonissences 1.5
Quando a igreja é dinâmica os crentes são conduzidos a produzir muitos frutos através do seus diversos relacionamentos cotidiano.



*Gerson é professor da classe Ministério na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena e atua como presbítero no corpo de obreiros da igreja. É casado e pai de três filhos.

sábado, 4 de setembro de 2010

Lição 10 - O cristão e o relacionamento com a melhor idade

por Jair Pereira dos Santos*



“Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação”. Salmo 91.16

Ensinar a igreja a tratar os anciãos com honra, respeito e amor
“Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigoDeuteronômio 34.7.
“Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era minha fora naquele dia, tal ainda agora para o combate tanto para sair a ele como para voltar”, disse Calebe em Josué 14.11.
Para experimentarmos a presença de Deus precisamos buscar a Ele e a sua vontade todo o tempo. “Bem aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração está os caminhos aplanados” Salmos 84.5.

Uma aliança incondicional
“E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gênensis 12.3. A aliança de Deus com Abraão foi incondicional, dependendo totalmente de Deus, o qual, em Graça, obrigou-se a si mesmo a cumpri-la.
O caráter incondicional da aliança com Abraão é visto, nas declarações de Deus feitas no futuro do indicativo (Gênesis 12.2-3), sem o correspondente ‘e você deve’ direcionado a Abraão. Esta aliança foi apresentada em linhas gerais em Gênesis 13.1-3 e foi confirmada mais tarde a Abraão em diversas ocasiões, cada vez mais rica em detalhes (Gênesis 13.14-17; 15.1-7, 18-21; 17.1-8).
A aliança com Abraão continha o que Deus já havia começado a fazer, o que fez e continuará fazendo. Todos os planos divinos para a humanidade partem desta aliança.
“Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra” Gênesis 15.7.

A velhice na perspectiva bíblica
Na perspectiva bíblica, a velhice é um período da vida tão importante quanto qualquer outro.
Mesmo no mundo absurdo que vivemos temos a alegria de sermos portadores da mensagem que pode mudar situações. A espiritualidade integral sabe que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8.31-35).
O salmista não faz apologias. Ele escreveu: “Um dia em teus átrios vale mais que mil noutro lugar. Prefiro estar à porta da caso do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”. (Salmo 84.10)

Proporciona sábios conselhos
A característica marcante de qualquer ancião são seus preciosos conselhos e lições de vida. É lamentável o desrespeito dispensado aos idosos na sociedade, até mesmo dentro da família ou por quem deveria cuidar deles.
O lar é o lugar onde nossa intimidade está nua. É, portanto, onde precisamos abraçar aos ângulos mais profundos da vida cristã genuína. O lar do cristão precisa falar de Jesus por si só; na verdade, é um privilégio termos a oportunidade de levar Jesus para casa.

Período de frutificação
A Bíblia ensina que a velhice é um período de frutificação (Salmo 92.14; Joel 2.28). Não pode ser encarado como pesadelo, medo, lamento e fúria, mas como uma época produtiva, com a bênção de Deus.
“E até a velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; Eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei e vos guardarei (livrarei)” Isaías 46.4.
“Não edificarão para que outros nelas habitem, nem plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até a velhice” Isaías 65.22.

O drama das enfermidades físicas
“Sendo o rei Davi já velho e entrado em dias, envolviam-no com roupas, porém não se aquecia. Então, lhe disseram os seus servos: Procure-se para o rei, nosso senhor, uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma nos seus braços para que o rei, nosso senhor, se aqueça” I Reis 1.1,2.

Ana, a profetiza avivada
Ana, a profetiza de quase 84 anos, na sua velhice dedicou-se constantemente ao Senhor no templo (Lucas .36-38).
Ana é modelo de vida para nós. Ao compor o seu cântico de louvor, ela incluiu a primeira menção ao Rei ungido (I Samuel 2.10), o que se referia ao Salvador definitivo que, na cruz, quebraria em pedaços o poder do diabo. Na verdade, seu filho Samuel, iria ungir Davi, a pessoas que deu início a linhagem real do Messias que viria.

A igreja e seu relacionamento com a melhor idade
Chegar à terceira idade não é um problema, mas uma dádiva de Deus. A igreja precisa estar preparada para atender aos anciãos que alcançaram essa gloriosa fase de vida.

Sua formosura (Deuteronômio 32.10)
“Achou-o numa terra deserta, num ermo solitário cheio de uivos. Rodeou-o, instruiu-o, guardou-o como a menina dos seus olhos. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e um diadema real na mão do teu Deus” Isaías 62.3.

Integrando o idoso no Corpo de Cristo
A impressão que os idosos têm é que, depois que se aposentam. não servem mais. A igreja não pode ter essa opinião, é preciso que os irmãos os façam sentir-se incluídos e integrantes no Corpo de Cristo.
“E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve”. Malaquias 3.17
“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apresentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” Atos 20.28.

Honrando a biografia
Não há nada melhor para um ancião do que ser honrado por sua biografia, fé, testemunho e confiança em Deus. (Levítico 9.32; I Pedro 5.5)
“Exaltem-no na congregação do povo, e glorifiquem-no na assembleia dos anciãos” Salmo 197. 32.
“Ó, Senhor, Tu é o meu Deus; exaltar-te-ei, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza” Isaías 25.1.

Amando sinceramente os anciãos (I Timóteo 5.1)
Precisam de ouvintes, pois vão chegando à velhice, vão se acabando os espectadores e as visitas. E, também, faço esta oração: “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo conhecimento. Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus” Filipenses 1.9-11.

Conclusão
Conforme vimos, a velhice é uma etapa importantíssima na vida, tanto quanto qualquer outra ou até pode ser considerada a mais importante por ser a última. Nas bodas de Cana, em João 2, Jesus realiza o seu primeiro milagre, que aponta para a graça que vem para dar sabor à vida. As talhas que foram usadas na transformação da água em vinho eram usadas nas cerimônias de purificação dos judeus. Eram elementos religiosos, presença religiosa vazia, sem conteúdo. Jesus vem e coloca sabor na água, Ele aponta para uma realidade maior: uma religiosidade sem conteúdo, sem sabor, sem alegria (vinho era símbolo de alegria), agora é visitada pelo Deus da dança, recebe o abraço da graça, abre as portas da comunhão aos que vivem a dor de uma vida vazia. A bíblia aponta a longevidade como uma recompensa a fidelidade de Deus.
Celebre ao Senhor neste período da festa ‘do vinho bom’, aproveitando seus dias com alegria e temor ao Senhor. Jesus viveu por seus discípulos na atualidade, como disse o apóstolo Paulo: “Tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando-o por Ele graças ao Pai” Colossenses 3.17.
Uma pergunta antiga ainda é muito atual e intrigante: “Quem é pior, a criança que tem medo do escuro ou o adulto idoso que tem medo da luz”? É quando compreendermos plenamente o mistério do Deus que vive conosco e a certeza de que nos braços do Pai sempre há acolhida, afeto e vida, Jesus chama de mais felizes da face da terra.



*Jair é frequentador assíduo da Escola Bíblica Dominical da ADBrás em Jardim Helena e atua como presbítero no corpo de obreiros. Tem quatro filhos e dez netos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lição 9 - Jesus, seu ministério e vida social

por Vitalina Souza*



A grande lição deixada por Jesus em seu ministério foi que Ele não veio para uma elite de religiosos. Jesus é o filho de Deus, esteve com pessoas ricas e pobres; Ele via o que cada um tinha em seu coração.
O relacionamento com seus discípulos era para formar neles um caráter diferente daquilo que eles conheciam como religião.
Andou entre pobres, curou cegos, salvou pecadores. Mas, diferente de outros líderes, abençoou a muitos. Esteve com pessoas importantes de sua época, mas seu relacionamento não o influenciou. Antes, estas pessoas foram, por Ele, influenciadas.
Perto da sua morte orou por seus discíúlos, demosntrando o seu amor e seu cuidado.
Em nossos relacionamentos não devemos invadir a vida do nosso irmão. Mas, andar junto, conversar ter boa amizade é um conselho do apóstolo Paulo.
Em Efésios 5.19-21, Ele aconselha que juntos tenhamos "salmos e hinos". Tudo isso faz parte do bom relacionamento.




*Vitalina é professora da classe Lírio dos Vales na Escola Bíblica Dominical na ADBrás em Jardim Helena. É diaconisa no corpo de obreiros da igreja.

domingo, 15 de agosto de 2010

Aulas de discipulado perto de você!

Você que quer falar de Jesus ao próximo e não sabe como começar, venha para a primeira aula sobre evangelismo e discipulado na ADBrás, em Jardim Helena.

Será dia 19 de agosto, quinta-feira. E, a partir de então, a cada 15 dias, com os evangelistas Alan Gomes de Sá e Edmilson Aciole, com a colaboração dos professores Márcia e Toninho. Todas as aulas serão gratuitas.

Outras informações, tre em contato pelos e-mails evangelismoitaquerao@gmail.com e alangmail@ig.com.br

Esperamos você!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lição 6 - O relacionamento do pastor, obreiros, a igreja e sua família

por Marcos Oliveira*



Entrosamento: quem já assistiu uma partida de futebol sabe bem o que essa palavra quer dizer. A intimidade dos jogadores com a bola, da bola com os jogadores e dos jogadores entre si é o que, definitivamente, decide a qualidade de um time.
Paulo, no entanto, preferiu se valer de um exemplo mais físico: o corpo. "Porque assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo" ICoríntios 12.12. Da mesma forma que, ao invés de usar a palavra entrosamento, optou por comunhão.
Para ambos os casos, futebol ou corpo, e ambas as palavras, entrosamento ou comunhão, o resultado é um só: A UNIDADE.
O corpo é o resultado de uma sequência de ações desenvolvidas por órgãos com espaços e funções pré estabelecidas, mas, por mais órgãos que o corpo tenha, trata-se apenas de um só corpo.
O time de futebol é o grupo de onze pessoas que interagem com o objetivo de fazer o gol; pode ter onze jogadores em campo, mas o time é um só.
A igreja (merefiro à igreja local) é a comunidade formada por vários membros que interagem com um ou mais objetivos comuns. Adorar a Deus e cumprir sua missão evangelística são os principais objetivos da igreja na terra, todas as demais atividades partem destas duas diretrizes.
Para que a igreja seja tão funcional quanto o nosso corpo e tenha tamanha qualidade quanto um time de futebol é necessário entrosamento ou, se preferir, comunhão.
É necessário unidade. Ela só existe quando há concordância de objetivos. Quando todos na comunidade pensam ou buscam a mesma coisa, entende-se que o povo está unido.
Entretanto, uma vez que o povo está unido é necessário ORGANIZAÇÃO. Não basta apenas todos pensarem a mesma coisa, é preciso planejamento e ordem de como alcançá-la. De nada vale todos em um time saírem correndo atrás da bola só porque todos desejam o gol; cada jogador tem uma área de atuação e o momento certo de atuar.
É exatamente por isso que Deus colocou cada membro da igreja com uma função específica e com um momento certo de atuação. É por isso també que o teu coração, não a boca, pulsa e os teus pés, não o olho, andam.
Mas, esse tipo de organização só pe possível quando existe o RESPEITO. Ele é o elo que une pessoas diferentes e as faz conviverem em sociedade, sem agredirem umas às outras, a fim de alcaçarem um objetivo comum.
UNIDADE, ORGANIZAÇÃO e RESPEITO. Estes três elementos já são mais que o suficiente para qualquer sociedade secular alcançar o resultado esperado. Mas, quando falamos da igreja, falamos de uma instituição que é, ao mesmo tempo, física e esiritual. Assim sendo, requer elementos físicos e espirituais.
Só existe um elemento que eu conheço, presentes nessas duas esferas e capaz de aglutinar os indivíduos envolvidos de tal forma que sejam um só: O AMOR. Sou impossibilitado de falar de relacionamento cristão sem falar de amor.
É o amor que faz um pastor negar seus interesses e paixões particulares para apascentar um povo que antes não conhecia e pelo qual não era conhecido, admoestando-o como manda a Palavra, em amor. Trocar noites bem dormidas, por visitas noturnas a hospitais; o domingão e os feriados com a família ficam em segundo plano para dar lugar a uma semana intensa, dedicada a um projeto da igreja que contribua para o crescimento geral do povo.
Da mesma forma, só o amor faz uma multidão se reunirem em uma noite fria, a fim de escutar um sermão que nem sempre diz o que se quer ouvir, mas o que realmente se precisa. O amor leva pessoas que , ocupam os cargos de gerentes, diretores e presidentes de grande corporações e conglomerados financeiros a submeterem-se ao mando e a ordem de uma autoridade eclesiástica.
O amor vai além do respeito, pois o respeito facilita a convivência muitas vezes necessária, o amor faz nascer o prazer de conviver.
Ele faz com que as pessoas da sociedade pensem em como suprir a necessidade de um membro, ainda que essa necessidade seja também a sua própria necessidade; faz com que mil pessoas se movam para atender a necessidade de uma única pessoa.
A igreja é, e deve ser sempre, a instituição que supera todos os níveis de relacionamento e organização já vistos no mundo físico, uma vez que este luta pelo que é corruptível e aquela pelo que é incorruptível. Essas duas se relacionam e se organizam, não necessariamente pelo dejeso genuíno dos indivíduos que as compõem.
A igreja se relaciona porque existe um confirmação interior em cada indivíduo que faz entender que a instituição está perfeitamente distribuída por Deus e que cada autoridade estabelecida procede da vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável.
Isso motiva cada membro a conviver harmoniosamente, indiferente de sua função na comunidade, salvo os que ainda não compreenderam a verdade do Evangelho, os quais suportamos, também em amor, "até que Cristo seja gerado neles".
Se a igreja perder essa essência - do amor -, perderá a base fundamental que traz todos os outros elementos do perfeitos em sociedade.



*Marcos atua como diácono do corpo de obreiros da ADBrás em Jardim Helena. Desenvolve um projeto referente a discipulado pastoral e cursa jornalismo. É casado e responsável pela ativação do site da igreja.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lição 5 - A Igreja, seu poder relacional e dimensão relacional

por Alan Gomes de Sá*



“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” João 13.34,35
O que é a Igreja? Para quê ela serve? É realmente necessária? Sabemos pela Palavra de Deus que a Igreja é o ajuntamento dos que foram “chamados para fora” (do grego ekklesia, significando o grupo dos chamados para fora), para fora de um sistema e uma vida pecaminosa para viver uma nova vida para Deus em Cristo Jesus. É formada pelos discípulos, seguidores de Jesus Cristo, que tem o Seu Espírito habitando neles, que o amam mesmo nas suas fraquezas e o seguem com todas as suas forças, em comunhão uns com os outros.

Deus tem um plano maravilhoso para Sua Igreja, este delineado nas páginas das Escrituras Sagradas, plano este que não pode ser comparado com o plano de Deus com o Israel terrestre. Apesar de Deus não ter rejeitado este povo, e ainda muitas promessas de Deus feitas a este povo serem cumpridas literalmente no futuro que cremos estar próximo, a Igreja de Jesus Cristo está relacionada a coisas celestiais (Efésios. 1.3).

Entretanto, ainda este povo chamado para fora caminha neste mundo como peregrinos e forasteiros, que apesar de estarem aqui, e viverem aqui, tem na verdade, o seu coração e alma voltados para aquela pátria celestial, e para Aquele que para nós, foi preparar-nos lugar, Jesus! (I Pedro 2.11; I Coríntios 10.1-11; Hebreus 12.18-23; João 14.1-3)

É com lamento que vemos esta visão bíblica de igreja ser desvirtuada e transformada em uma visão de clube ou mera associação ou ajuntamento humano. Vivemos a era dos grandes templos, que ajuntam grandes multidões em nome de Cristo, mas que não forma discípulos, que não incentiva a comunhão com os irmãos.

Entre todos os nomes que a Bíblia ensina, na questão relacional, Corpo de Cristo é o que torna evidente sua questão relacional (I Coríntios 12.27ss). Um corpo expressa aquilo que há em seu intimo, em seu ser. A igreja foi chamada para expressar todo o ser de Cristo, que tem como base o amor.
Este amor deve ser buscado por cada seguidor de Jesus Cristo. É a base para todo relacionamento (Colosenses 3.12-14) e para o cumprimento da missão da igreja em seu relacionamento com Deus, com seus membros e com o mundo.



*Alan é casado, atua como evangelista na ADBrás em Jardim Helena e colaborador da Escola Bíblica Dominical na igreja.